sexta-feira, 25 de julho de 2008

Atonement


Quando este filme saiu para os cinemas não tive bem a certeza se seria um bom filme ou não... Pensei que talvez fosse mais um daqueles filmes que gira em torno de uma grande história de amor e o casalinho fica junto no final e tal...
Contudo e, apesar de ter uma história de amor (que achei que não estava muito abusada), o filme gira em torno do sentimento de culpa e arrependimento de uma menina de 13 anos chamada Briony Tallis.
Resumindo a história, Briony, uma menina que mostra uma grande aptidão para a escrita prepara um peça de teatro em homenagem á vinda do seu irmão Leon. Enquanto prepara a sua peça (juntamente com os primos), ela apercebe-se que o rapaz por quem é apaixonada, Robbie um jovem rapaz empregado da família, é apaixonado pela sua irmã Cecilia Tallis. Ao aperceber-se disto Briony, uma menina aparentemente doce e, sem maldade torna-se numa pequena víbora. Isto porque acusa Robbie de violar a sua prima e, o rapaz é preso injustamente sendo obrigado a ir para o exército britânico para lutar na 2ª Guerra Mundial. Apesar de tudo a única coisa que o mantém vivo e, com forças é a esperança de reencontrar o seu grande amor. Já Briony tenta que sua irmã a perdoe deste terrivel erro que cometeu.
Apesar de, por vezes se tornar um pouco "secante", no geral o filme nao é mau. O mais surpreendente é mesmo fim do filme porque não estava á espera que terminasse assim. Mas aconselho que vejam o filme.
Nota:
6/10

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Hancock



Bem quando vi o trailer do filme achei que não seria grande coisa, o que veio a comprovar-se, contudo decidi dar um crédito ao Sr. Will Smith...

Resumindo a história, Hancock (personagem de Will Smith) não é o tipico herói. È conflituoso, sarcástico, e incompreendido, as suas acções são bem intencionadas, e apesar de salvar inúmeras vidas, deixa sempre um rasto do seu "trabalho". Os cidadãos de Los Angeles começam a ficar fartos deste herói e perguntam-se o que fizeram para merecer isto. Hancock não é um homem que se preocupa com o que as pessoas pensam - até ao dia em que ele salva a vida do Relações Públicas Ray Embrey e começa a perceber que também ele pode ter um lado vulnerável.

Apesar de durante o filme haver bastantes cenas cómicas, achei que a história estava muito pouco explorada, factos que deviam ter ficado mais claros (o que não aconteceu obviamente) ou seja não se percebe muito bem o que é ele e, de onde vem... Achei que Charlize Theron foi uma má escolha para fazer par com o Will Smith faltava-lhes aquilo que chamam de "química", não que estivesse mal mas podiam ter escolhido melhor. Não digo que tenha sido dinheiro mal gasto mas acho que é um filme para ver em casa e não no cinema.

Nota:
5/10

domingo, 20 de julho de 2008

Forgetting Sarah Marshall


Vocês já devem estar a pensar: "este gajo não tem vida..."
... Bem.. férias dá nisto... Tenho aqui uma longa lista de filmes para ver e conforme tal for acontecendo, irei deixar aqui a minha opinião.

 Ora bem... Este também me surpreendeu... mas pela negativa. Até porque é uma comédia romântica mais virada para o romance do que para a comédia...

 Começa com cenas de nudez integral masculina... O que obviamente não me agradou nada... Agora que penso nisso... Se calhar isso deu-me logo cabo do filme e talvez por isso a nota negativa :D

 Bem.. resumo do filme: casal namora... rapariga acaba com rapaz para estar com outro rapaz... rapaz entra em depressão e decide tirar férias para esquecer a rapariga... azar dos azares.. vai de férias para o mesmo sitio onde a rapariga está também de férias com o seu novo rapaz...

 Obviamente o rapaz conhece outra rapariga exactamente na mesma altura que a ex se apercebe que fez um grande erro ao deixá-lo.

 Enfim.. nada que não esteja visto e mais que visto... E o sentido de humor usado no filme não é muito compatível com o meu (humor á Superbad.. se viram o filme, sabem do que estou a falar...).

 Bem..se gostarem de romance... até pode ser um filme razoável... Se estiverem á procura de comédia.. escolham outro filme.

NOTA:

4/10

Philadelphia


É uma vergonha, mas sim.. só agora vi este filme. O que eu estava a perder...

 Primeiro, fantástica musica de Bruce Springsteen. Brilhante mesmo, só é
pena o facto de só passar duas vezes no filme todo...

 A maioria já deve conhecer o filme, mas para os que não conhecem vou fazer o habitual resumo:

 Esta é a história de um brilhante advogado homossexual (Tom Hanks) que é despedido após os patrões tomarem conhecimento de que este sofria de SIDA. Beckett, assim se chama a personagem, começa então a procurar um colega de profissão que o ajude a processar os seus ex-patrões. Acaba por encontrar um advogado que além de homofóbico mostra também um profundo desconhecimento sobre a SIDA.

Após um primeiro momento em que recusa representar Beckett, o tal advogado (Denzel Washington) cede e leva o caso a tribunal.

 O resto do filme desenrola-se durante o tempo em que o caso está a ser julgado. Assistimos a uma rápida deterioração da saúde de Beckett durante o julgamento e a uma mudança radical da atitude do seu advogado em relação á homossexualidade.
 Quanto ao fim do filme.. Bem.. Aluguem o Dvd que vale a pena.

 Brilhante filme, com um elenco de outro mundo. Um clássico que nos obriga a reflectir sobre muitos preconceitos que ainda hoje existem apesar da maior informação disponível.

NOTA:

Este é daqueles raros filmes que não precisa de nota... É bom e ponto final.

Green Street Hooligans


  Segunda surpresa do dia... Há dias de sorte :D

  Neste filme seguimos os passos de um americano que se muda para Inglaterra e acabava por inadvertidamente entrar no mundo do "hooliganismo"...

 Sendo um filme sobre hooligans.. passa completamente ao lado do futebol (apenas vemos imagens de um jogo) e foca-se nas lutas pós e pré-jogos.

 Com uma boa história  (bastante realística) este filme cativou-me do inicio ao fim. É um "must" para quem quer saber um pouco mais do mundo do "hooliganismo", apresentado este de uma forma simples e fácil de seguir mesmo para quem não percebe nada de futebol, acho que até um americano percebia o filme...

 Para aqueles que percebem um pouco mais de futebol... Os grupos rivais pertencem ao West Ham United (o grupo é conhecido por Green Street Hooligans) e do Millwall (os adeptos deste clube estão associados a muitos incidentes de "hooliganismo" em Inglaterra, sendo talvez o grupo mais conhecido do planeta).

  Bem.. para me manter fiel ás regras que tenho seguido ao escrever estas criticas (mais propriamente, tentar revelar o menos possível da história do filme em si para não o "estragar" aos leitores)... não vou entrar em mais detalhes.

 Vejam o filme que vale a pena e volto a repetir que mesmo aqueles que não são fãs de futebol irão gostar.

Nota:

8/10

Cloverfield


  É verdade.. Após uma longa ausência, voltei aos filmes. E com bastante sorte pois vi dois excelentes filmes. Comecemos então pelo Cloverfield.

  Quando vi o trailer deste filme pela primeira vez, há uns meses, lembro-me de dizer "Isto deve ser grande m****"... Pois meus amigos, I stand corrected.

  Muito bem realizado, este filme conta a história de sobrevivência (ou não ... se quiserem descobrir têm de ver o filme lol) de um ataque realizado por.. algo :p ...a um Nova Iorque pós-9/11... Todo o filme é filmado por  um dos tais amigos, fazendo lembrar o Blair Witch Project, mas com a óbvia  diferença de que o Cloverfield, ao contrário do filme préviamente citado,  não é um documentário sobre árvores (sim, detestei o Blair Witch Project).

Fantástica a maneira como o filme se desenrola e com um argumento muito bem escrito que leva a que não existam falhas perceptiveis numa primeira  visualização da história (coisa rara nos dias de hoje...).
 

Os efeitos especiais não ficam muito atrás. Obviamente que fazer um monstro não é fácil. Nunca poderíamos esperar algo perfeito pois com os meios que existem actualmente é dificil criar algo por computador que seja completamente realistico.. Mas dentro do possível, está muito positivo.

NOTA:

8,5/10

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Heavy Metal reviews - Judas Priest "Nostradamus" [2008]

Meus caros é tempo de vos falar naquela que para muitos é a maior banda de Heavy Metal de todos os tempos! Há quarenta anos que estes tipos fazem Heavy Metal, na minha opinião, são mesmo eles os grandes criadores do Heavy Metal. Tudo bem que na mesma época já surgiam elementos ligados a bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath ou Deep Purple que traçaram o que viria a ser este género de música mais pesada, mas para mim os verdadeiros impulsionadores do Heavy Metal são os Judas Priest!

Marcam todo um estilo e sem eles seria completamente impossível (ou pelo menos muito difícil) o aparecimento de um grande número de bandas que daí para a frente e ainda hoje se serviram/servem da base do som de Judas Priest para fazerem o seu próprio som.

"Nostradamus" é um disco conceptual - o primeiro da sua discografia - um disco duplo com quase uma hora e três quartos de música, enorme mesmo! Retrata a vida do profeta Michel de Nostredame - "Nostradamus".

Ao longo dos 23 temas do disco, parece que nos vamos deixando envolver na personagem Nostradamus, o próprio Halford interioriza a personagem de uma forma fantástica e isso faz-se notar em cada verso que ele debita, é certo que não há uma música em que ele dê aqueles gritos característicos - a idade é um posto - mas ainda assim este consegue ser um dos registos vocais que mais aprecio de toda a sua carreira, toda uma maturidade e um timbre maravilhoso, dá imenso gosto poder continuar a ouvir uma das mais carismáticas vozes do HeavyMetal!

A dupla Glenn Tipton/KK Downing apesar de não aparecerem aqui para fazer miséria nas guitarras, até porque ela já foi feita no passado, apresentam-nos riffs e solos bem colocados e a fluirem de uma forma puramente Judas Priest! Ouça-se por exemplo "Death" - bem pesada - e a faixa que encerra o disco com chave de ouro - "Future Of Mankind" - simplesmente uma das minhas favoritas, grande atmosfera criada por uns teclados que marcam presença praticamente de príncipio ao fim desta obra e que até já foram acusados de retirar valia ao disco e de o colocarem num patamar demasiado sinfónico. Pois eu nao concordo com nada disso, acho que os teclados são devidamente usados para encherem o disco em termos de atmosfera e criarem um ambiente que o tema do disco precisava, e isto sem se sobreporem ao brilhantismo das memoráveis guitarras.

Uma obra fantástica que vale por um todo, conduzida por uma bateria discreta mas se nos concentrarmos apenas nela, reparamos pormenores do mais belo, este é mesmo um disco de pormenores que se vão revelando conforme a confiança que lhe vamos dando.

"Pestilence and Plague" com um belíssimo refrão em italiano torna-se numa das melodias mais belas do álbum, e que acaba por trazer outra versatilidade ao álbum.
O tema "Alone" de quase 8 minutos é o retrato de toda a classe de composição de Judas Priest, magistral mesmo, ao longo desta hora e 42 minutos somos inundados de temas que transmitem um feeling que só o Heavy Metal nos pode dar!

Tocar faixas rápidas e masturbar instrumentos de distorção pesada até à exaustão qualquer banda actualmente o pode fazer, agora conseguir fazer de um álbum lento como é este Nostradamus um dos álbuns do ano e da década para qualquer metalhead que se preze, isso já não está ao alcance de qualquer banda.

Prophecy, Awakening, Revelations, War, Conquest, Persecution, Exiled, Visions, Nostradamus, são mais algumas das faixas que elevam a qualidade deste álbum a um expoente muito difícil de ultrapassar neste belíssimo ano de lançamentos que está a ser 2008.
http://www.myspace.com/judaspriest