quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Heavy Metal reviews - Hazy Hamlet «Forging Metal"» [2009]


Depois de olhar para o título do disco e para o artwork, muito dificilmente um fã de Heavy Metal seria traído por este quarteto oriundo do Paraná, Brasil.

Influenciados pelos colossos germânicos do costume: Accept, Running Wild, Grave Digger, entre outros, estes brasileiros vão ainda beber a outros campeonatos e acrescentam um toque épico às suas composições que só o US Metal nos pode dar. Com uma temática que me agrada particularmente e com músicas mais cadenciadas que exaustivamente rápidas, os Hazy Hamlet distiguem-se e afirmam-se como uma das melhores propostas de heavy tradicional que nos chega do Brasil. Um álbum para ouvir repetidas vezes e para nos irmos deixando levar pela voz mais áspera de Arthur Migotto, conduzida por fortes linhas de guitarra e um baixo precioso, em que só alguns coros dão um certo aspecto repetitivo ao álbum.
Apesar de só agora se terem estreado em registos de longa duração, estes defensores da fé já andam nisto há mais de uma década e mesmo sem o apoio de qualquer editora (ao que eles respondem: Proudly Independent!) vêem aqui o seu esforço reconhecido numa belíssima peça de arte bem à moda antiga. Um disco inundado por grandes temas de elevada consistência, alguns deles recuperados do passado, outros acabadinhos de forjar que nos conduzem a mais uma jornada gloriosa que culmina num momento sublime designadamente na malha The Faces Of Illusion, diria que a minha preferida do CD.

No ano em que o Benfica voltou a fazer jus ao seu passado goleando consecutivamente praticamente tudo o que lhe aparece à frente, o Heavy Metal mostra-se também de óptima saúde orgulhando as suas origens e alimentando a chama que nunca se apagará!

Hear the blade sing, See the blade shine, Feel the blade inside

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Heavy Metal reviews - Solitary Sabred "The Hero The Monster The Myth" [2009]

Primeiro, esta é a banda revelação do ano para mim e este é o meu álbum preferido de 2009. (Eu sei que só estamos em Outubro)
Segundo, só se não tiverem entendido bem o que eu escrevi, a que vão continuar a ler o resto da crítica na vez de irem JÁ ouvir Solitary Sabred!
Estes cipriotas assinaram recentemente pela grega Steel Legacy Records e estreiam-se aqui em álbuns de originais depois dum registo ao vivo, o ano passado.
Se forem ao dicionário e pesquisarem por Solitary Sabred encontrarão os seguintes sinónimos: Entrega, Luta, Paixão, Dedicação, Devoção, Amor à Causa, Heavy Metal!
Aquilo que podemos encontrar neste registo é o heavy metal servido da forma como eu mais gosto de o sentir, pura e descomprometida.
O tema de abertura Slayer's Oath e as suas potentes e sentidas vocalizações deixam-me arrepiado para o resto do dia, um tema que em 4 minutos e meio me convence logo em arregaçar as mangas, pegar numa espada e ir para o campo de batalha lado a lado com estes gloriosos guerreiros.
Disco que apesar de curto, está de tal forma preenchido que no fim de o ouvirmos são imensos os momentos que nos ficam e que fazem dele um disco tão rico e recheado.
Desde a primeira audição que este disco só me traz à memória uma coisa: MANOWAR num dos momentos mais sublimes e singulares de toda a história do Heavy Metal, materializado no seu disco «Into Glory Ride», a bíblia do Epic Heavy Metal que alguém jamais apagará. Juntem a isso outros clássicos incontornáveis do True Metal como «Battle Cry», «...And The Cannons Of Destruction Have Begun», «Open The Gates», por aí fora, e saberão do que estou a falar.
Todas as músicas são enormes e este álbum à imagem dos melhores clássicos do género não tem qualquer filler, ouçam e não se vão arrepender, isto companheiros é Heavy Metal.
Para terminar, e como qualquer disco que começa bem tem de acabar ainda melhor, The Trojan Hero dá a última machadada destes guerreiros e que machadada, somos presenteados por uma das faixas que mais adoro, uma atmosfera que não me atrevo sequer tentar descrever, só o Epic Metal para proporcionar momentos deste calibre!
Do último par de anos nao tenho a mínima dúvida, desde «To Death and Beyond...» que não me entusiasmava tanto com um álbum acabado de sair.