terça-feira, 27 de maio de 2008

cinema - 10,000 BC (2008)

10.000 BC é um filme que se pode classificar como sendo um épico pré-histórico.
Este pequeno detalhe é suficiente para levar muitos cinéfilos a uma correria às salas de cinema ou ao videoclube mais próximo. Confesso que este tipo de produções está no topo das minhas preferências... aventuras com muita fantasia à mistura terminam normalmente em êxitos de cinema, filmes para mais tarde recordar. Isso é normalmente a regra e, como é sabido por todos nós, toda a regra tem a(s) sua(s) excepção(ões).

No decorrer dos 109min de filme vamos conhecer a luta travada por um "herói" (ou numa linguagem mais actual, por um "special one") tendo em vista a libertação da sua paixão de infância e, posteriormente, a libertação do seu povo. D'Leh (nome da personagem principal) conduz um vasto exército por montanhas, vales e desertos traiçoeiros onde pelo meio encontrará uns animais de estimação peculiares, tais como tigres-dente-de-sabre (sim sim, nao foram os unicos, agora também me veio à cabeça os POWER RANGERS :D) e outro tipo de animais que tenho alguma dificuldade em descrever. Fica AQUI o trailer para mais facilmente terem uma ideia daquilo que mostra a película.

À medida que o filme ia decorrendo, todo o ânimo inicial foi desaparecendo, atingindo um nível de monotonia angustiante e rapidamente o desespero pelo seu término invadiu o meu estado de espírito. Aquilo que prometia ser uma obra-prima revelou-se uma obra-primitiva. Existem falhas demasiadas gritantes em todos os níveis... as interpretações são fraquinhas, o argumento é deprimente, os efeitos especiais deixam muito a desejar, o enredo rapidamente deixa de ser cativante e as incongruências históricas são escandalosas: a desilusão é ainda maior para quem queira, pelo menos, aprender um pouco sobre o modo de vida desta época (10.000 antes de Cristo). Situações como tribos a falar inglês, tecnologias já descobertas e colocadas em prática para a construção de pirâmides, a utilização de cavalos para deslocações...enfim...todo um conjunto de nuances que me deixam numa posição confortável para afirmar que ninguém enriquece o mínimo que seja em termos culturais ao ver este filme.

Como avaliação final, atribuo nota 4 (0-10). Existem algumas sequências que em termos visuais resultam bem e salvam o filme de uma avaliação mais negativa.


Deste 10.000BC esperava algo 10.000 vezes melhor.

domingo, 25 de maio de 2008

Boicote GALP

Todos os dias recebo mais um mail a pedir para eu não comprar gasolina na GALP nos dias x e y... Isto surgiu de uma entrevista do presidente da associação de automobilistas em que ele referia que podiam avançar para isso. O povo português como gosta de estar sempre um passo á frente decidiu não esperar e tomou a iniciativa.
Esqueceu-se no entanto de pesquisar um pouco sobre o assunto antes de por mão á obra.. o que é capaz de ter sido um erro.. senão vejamos alguns factos importantes:

1- Apenas existem 2 refinarias em Portugal (Sines e Matosinhos);
2- Ambas são propriedade da GALP Energia, SA;
3- É dessas mesmas refinarias que vem uma enorme percentagem dos lucros totais da GALP.

Tendo em conta os factos 1 e 2 é fácil perceber que.. compremos a gasolina na GALP, na Esso, no Intermarché ou no Jumbo... a GALP vai sempre receber algum dinheiro pois foi ela que refinou o petróleo...
E através do ponto 3 percebemos que mesmo que não compremos gasolina nos postos GALP... isso nem vai ter grande reflexo nas contas finais da empresa (vai ter no entanto nos donos das gasolineiras que convenhamos.. não têm grande culpa)...

Proponho então que em vez de fazerem o tal boicote á GALP, será melhor boicotar uma marca que sofra mais com esse mesmo boicote.. uma BP por exemplo...

(para a próxima.. antes de se porem a reenviar o mesmo mail 1500 vezes será melhor ver se realmente aquilo que lá vem faz sentido.. a minha mailbox agradece)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Heavy Metal reviews - Rage "Carved in Stone" [2008]

De todas as bandas que ouço, provavelmente esta é aquela que tem um maior número de albuns editados. Fundados em 1984, os alemães Rage chegam em 2008 ao 18.º!! album (nao considerando EP's, albuns ao vivo, ou mesmo registos sob o nome de Avenger).
Depois de obrigados a várias mudanças de formação, na actual line up apenas sobrevive o vocalista/baixista/compositor Peter "Peavy" Vagner. Este album marca mais uma mudança na formação, na bateria saiu Mike Terrana e entrou Andre Hilgers (Axxis, Silent Force, Empire...). Mudança esta que podia importunar muitos fãs devido ao estatuto que goza Terrana no cenário do Heavy Metal sendo reconhecidamente um dos melhores bateristas, mas apesar de tudo uma das surpresas do album é a bateria, ela está muito bem trabalhada e Hilgers depois do excelente trabalho exibido por exemplo no ano passado no disco de Axxis, continua a mostrar como parece fácil tocar Heavy Metal.
Quem continua em grande é Smolski, juntou-se à banda em 1999 e desde "Ghosts" que é impossível ficar indiferente aos riffs deste senhor, parece ter uma fonte de ideias inesgotável e os seus solos são memoráveis.
"Carved In Stone" é um dos discos que mais gostei de ouvir até ao momento neste presente ano, um som entre um "Black In Mind" e um "Soundchaser" é o que estes germânicos usam para brindar os seus fãs em 2008, embora possamos encontrar alguns apontamentos mais Thrash do que o habitual numa banda onde o seu vocalista apesar de nao ser um Bruce Dickinson ou um Rob Halford, consegue cativar pelo seu timbre muito próprio e afasta os Rage daquelas vozes típicas de certas bandas de Power Metal europeu que chegam a enjoar mesmo os mais aficcionados.
O disco arranca em grande estilo com o tema título, bem estruturado, uma das melhores composições do CD. Segue-se a potente "Drop Dead" um dos melhores temas do album e à terceira música encontramos "Gentle Murders" e aqui a minha vénia \m/ que grande malha, o Smolski em grande.. Hail man you are God!
"Open My Grave", "One step Ahead" e "Long Hard Road" são três musicas para ficarem absolutamente Carved in Stone! Rage no seu melhor, o "Peavy" arrasa naquelas vocalizações in your face, as músicas são brilhantemente compostas e elegantemente tocadas, assim dá gosto ouvir música a sério.
Há tempo para uma semi-balada "Without You" e apesar de não me dizer muito e quase sempre a passar à frente quando estou a ouvir o CD - culpa das outras faixas serem demasiado empolgantes - é certo que é uma balada bonita e transmite algum sentimento, transparecido na forma como "Peavy" aborda o tema.
Apenas torço o nariz ao último tema, "Lord Of The Flies", se tiver de o resumir numa palavra ela é: dispensável!

Em suma, um disco que apesar de bastante directo, consegue soar fresco a cada nova audição, mesmo ao fim de umas boas dezenas. Quem conhece Rage de certeza não irá deixar escapar uma oportunidade destas para fazer as pazes com a banda depois do menos inspirado "Speak Of Dead". Quem ainda nao conhece - perdoai-lhes Senhor - aqui fica o convite para conferirem o som de uma das mais emblemáticas bandas de Heavy Metal.

http://www.myspace.com/rage

domingo, 18 de maio de 2008

Heavy Metal reviews - Jon Oliva's Pain "Global Warning" [2008]


Terceiro disco do projecto Pain de Jon Oliva, irmão de Cris Oliva, ambos fundadores da saudosa banda Savatage.

Depois do excelente Maniacal Renderings, um dos grandes discos do ano 2006, Jon Oliva volta à carga com o seu projecto a solo. Global Warning é um disco sério e deveras apaixonante, com alguns dos temas escritos no passado o que demonstra a grande capacidade enquanto compositor de Oliva.
O recurso a sonoridades desde Heavy Metal clássico a Blues aliado a uma produção actual e forte com orquestrações teatrais, fazem deste album algo absolutamente imperdível e ao qual não consigo ficar indiferente.
É impressionante a carga emocional e a intensidade transmitida por este disco, ouça-se por exemplo Firefly, do mais belo que já ouvi nos últimos tempos. A belíssima O To G com apenas 1:44 minutos consegue ser um dos temas memoráveis do álbum, aquela melodia de piano combinada com a espantosa voz de Jon Oliva é de deixar o ouvinte de queixo caído e ao mesmo tempo frustrado pelo sabor a pouco. Mas ainda mal tivemos tempo de manifestar o desagrado por tal crueldade e já nos estamos a deixar envolver pelo tema Walk Upon The Water, que atinge dimensões para além do surreal e apresenta uma introdução digna de um dos melhores discos de Savatage.

A rasgadíssima Before I Hang é uma das minhas preferidas, Oliva muda radicalmente o seu timbre e consegue chegar a registos ainda mais impressionantes com a sua voz, toda a raiva e frustração deste senhor é explícita sob a forma de uma das melodias mais cativantes de todo o album.
Um trabalho complexo e recheado de apontamentos deliciosos, que necessita de confiança por parte de quem o ouve, pois só assim ele nos pode proporcionar todo o prazer adjacente a cada audição.
Bastante diferente de todos os albuns que aqui já falei, este é um album intemporal que promete assumir-se como um verdadeiro clássico e um dos principais discos de Heavy Metal reservados para este ano. Escusado será dizer que será uma das minhas escolhas do ano. Uma obra-prima portanto.

Junto o link para o myspace da banda no caso de quererem dar uma espreitadela.

sábado, 17 de maio de 2008

John Rambo

 As minhas expectativas não eram muito altas, muito por culpa do trailer que não faz jus ao filme, mas assim tive uma agradável surpresa :D
   Filme á Rambo... mas x3 ou 4... Houve mais mortes, mais sangue, mais membros cortados e mais pessoas queimadas neste Rambo do que nos outros todos juntos (talvez esteja a exagerar um pouquinho vá... mas não é muito:D ). Filme muito visual (bastante mesmo.. capaz de fazer os mais sensíveis virar a cara em certas cenas), muita violência e pouca história... Exactamente o que se procura quando se vai ver um filme do Stallone! Gostei do filme e foi dos poucos que vi sem carregar no fast forward... Belo trabalho do Stallone em todos os níveis. Os créditos são inteiramente dele por todo o trabalho que fez.
  Falhas... bem... apenas houve um ou outro efeito menos conseguido, de resto, nada a apontar.

 Foi o fim de uma era, a saga de John Rambo terminou e -lo em grande. Por tudo isso

Pontuação:
8,5


sexta-feira, 16 de maio de 2008

Produtos descontinuados em Portugal

 Quantos de vocês não se lembram de um produto qualquer que adoravam e que sem mais nem menos foi descontinuado? Eu lembro-me de uns quantos e como ultimamente me lembrei de mais um decidi partilhar esta dor com vocês...
 Pergunto eu:

- Por onde andam os Lucky Charms???
- Por onde andam os Winner Taco??
- Por onde andam os Rol??

 Tudo produtos que eu adorava e que já não são produzidos em Portugal... Os Lucky Charms (cereais com marshmallows) continuam a ser produzidos e a ser vendidos a muito bom ritmo nos EUA.. mas em Portugal... foi-se.
 Tanto o Winner Taco como o Rol eram gelados da Olá, empresa que, tem como bela tradição lançar um produto para o mercado durante 1/2 anos e depois descontinuar a produção lançando sempre novos produtos que... caso não tenham reparado... tem novos preços, regra geral superiores aos produtos anteriores... Bela estratégia hem?  Mesmo os produtos que tem continuação (magnum, cornetto, perna de pau) tem sofrido aumentos de preço brutais ao longo dos anos...
 Enfim..pequenos pedaços da nossa infância que se desvanecem pelo propósito do lucro das grandes empresas...
 Para elas cito aqui esse grande portuense, Fernando Rocha: "Pró c******"

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Heavy Metal reviews - Royal Hunt "Collision Course - Paradox II" [2008]

Já vem sendo hábito de certas bandas sentirem a necessidade de gravarem um sucessor para um dos seus clássicos que mais sucesso obteve no passado. O exemplo mais recente disso foi no final do ano transacto com os Gamma Ray a editarem um sucessor para o seu clássico de 1995, este ano é a vez dos Royal Hunt nos brindarem com esta pérola do metal progressivo dando seguimento ao seu album de 1997.
Oriunda da Dinamarca, a banda que já contou com DC Cooper nas vocais, apresenta para 2008 um disco recheado de talento, mistura toques de metal neo-clássico com rock progressivo o que origina uma harmonia contagiante.
Um pormenor delicioso neste disco é que nenhuma música chega ao fim (tirando a ultima claro :-) ), o disco está de tal forma encadeado que o fim de uma música esbarra no princípio da seguinte, deveras empolgante.
Na formação este disco conta com alguns convidados que só acrescentam valor à obra já por si muito bem conseguida. Nota também para a presença (estreia em Royal Hunt) do bem dotado vocalista, Mark Boals (Yngwie Malmsteen).
As melodias de teclados conseguidas por André Andersen de certa forma que unem o resto dos instrumentos e assumem grande protagonismo no decorrer do album. Todas as músicas são incrivelmente bem produzidas e os instrumentos, apesar de vários, ouvem-se todos de uma forma transparente, sendo por isso difícil distinguir uma única música, mas ainda assim a faixa "Exit Wound" é quanto a mim das mais brilhantes.
Bem ao jeito do que foi o ultimo lançamento de Threshold - penso que é mesmo possível estabelecer um paralelismo entre os dois albuns - este é um disco que dificilmente trará novos fãs, mas não desapontará aqueles que se interessam por este tipo de sonoridade.
P.S: Estão de visita a Portugal para o Lagoa Burning Live, perto do final do mês de Julho.

Iron Man

    Antes de mais afirmo desde já que apesar de gostar q.b. da série de animação nunca a segui muito atentamente. Por isso, os fãs mais entusiastas do Iron Man poderão (e muito provavelmente) ter uma opinião diferente da minha...
    Gostei do filme... Gostei da escolha de actores (o Robert Downey Jr. fica excepcionalmente bem no papel de Tony Stark), gostei dos desempenhos e os efeitos especiais do filme estão de uma maneira
geral bem conseguidos (notam-se alguma pequenas falhas mas nada que afecte profundamente a qualidade do filme).
   Claro que.. nem tudo são rosas. A história foi desenvolvida um pouco á pressa principalmente no inicio do filme e apresenta por vezes "remendos". Perto do fim do filme parece que o Stark se torna invulnerável uma vez que levou com "porrada" suficiente para morrer umas 3 vezes...             
 A Pepper, representada por Gwyneth Paltrow, fiel ajudante de Stark, sobrevive de uma maneira inexplicável á explosão final... Mas pronto.. até se entende.
Não sei se está planeada mas uma sequela não ficava mal :)

Pontuação:
7,5


Globos de Lata

 É verdade.. eu vi os globos de "ouro" (não é que me orgulhe disso.. mas enfim)...
Para quem nunca viu (juizo teve) aquilo é uma espécie de evento onde existem prémios para tudo e mais alguma coisa, distribuidos normalmente pelo pessoal da sic (estação de tv que organiza a coisa) sendo guardado 1 ou 2 prémios para as outras estações só para mostrar isenção (LOL).
 Bem.. depois de ter visto muito prémio idiota lá vejo uns de jeito.. Falo obviamente dos prémios:

- Melhor Desportista: Vanessa Fernandes (quem mais) pentacampeã europeia de triatlo (e sem ajuda de homens vestidos de preto..);

- Melhor Jogador De Futebol:Cristiano Ronaldo.. foi uma época fantástica e o prémio é inteiramente merecido (apesar de me custar não ter ganho o enorme Rui Costa... mas pelo menos lembraram-se de o nomear este ano...)

- Melhor Treinador De Futebol: Este prémio partiu a loiça toda.. Para além de nomearem o Queirós que... que eu saiba ainda não é treinador de coisa nenhuma.. ainda por cima quem ganhou foi... o Jesualdo (ainda me rio só de pensar...)... quer dizer... entre o Mourinho e o Jesualdo... claramente o gajo-que-é-do-porto-desde-pequenino-mas-que-era-do-BENFICA-há-uns-anos é melhor que o Special One. Aliás, tive acesso a uma conversa privada entre Peter Kenyon e Roman Abramovich em 2004 que aqui transcrevo (traduzida para pt):

RA - É pá, quero o melhor do mundo! Custe o que custar!!
PK - Mas Mr Abramovich.. o Jesualdo não quer pá...
RA - Dá-lhe quanto ele quiser, a qualidade não tem preço!
PK - Já ofereci 20M ano mas ele não aceita.. Diz que quer treinar o novo clube desde pequenino dele um tal de fóculporto e que até lá não sai de Portugal...
RA - Porra... Então e agora??
PK - Podemos sempre ir buscar o Mourinho... já ganhou uma UEFA Cup e uma Champions League....
RA - Pois... Não chega aos calcanhares do Jesualdo... Mas enfim... Se não dá o jesualdo que venha esse... (pausa)... como se chama mesmo?
PK -  José Mourinho!
RA - Pois esse! Contrata esse.... mas eu queria mesmo era o jesualdo (rangendo os dentes)...
PK - O quê?
RA - Nada, nada... Vá despacha isso. Adeus
PK - Amanhã o José estará aí! Adeus.
RA - mas eu queria mesmo era o jesualdo...

 Uma nota especial também aos agradcimentos do mais-que-Special-One.. Agradeceu ao presidente, aos jogadores e restante equipa técnica mas esqueceu-se de agradecer ao 12º jogador... Permitam-me então agradecer por ele ao sr. Lucilio, ao sr. Costa, ao sr. Paraty e ao sr. Benquerença.

domingo, 11 de maio de 2008

Heavy Metal reviews - Sabaton "The Art Of War" [2008]

De todos os lançamentos agendados para este ano, este era aquele que aguardava com maior expectativa. Com lançamento previsto para 30 de Maio pela Black Lodge Records "The Art Of War" é um album de difícil digestão e afasta comparações ao que para muitos é o melhor album da banda "Primo Victoria". É certo que os músicos estão lá e facilmente se reconhece o som do grupo, mas a energia, os refrãos e a velocidade que encontramos em "Primo Victoria" é aqui substituída por composições mais fortes, faixas mais mid-tempo com uma maturidade musical nunca antes vista em Sabaton, apesar do sempre presente tema - War, inspirado no antigo livro homónimo do album do chinês Sun Tzu.
A voz de Joakin Broden é singular no estilo e sem dúvida um dos aperitivos da banda.
Os solos são bastante tradicionais o que me agrada imenso, e as melodias de teclados estão brilhantes, ouça-se por exemplo Cliffs Of Galipolli.
Todas as músicas são inspiradas, mas a faixa The Price Of A Mile é mesmo a minha música preferida, uma composição que sinceramente nunca pensei estar ao alcance de Sabaton, fruto da atmosfera Manowariana capaz de me deixar de boca aberta.
A agressividade de outros tempos ainda aparece aqui disfarçada em temas como Talvisota ou Firestorm, os dois mais rápidos do album. A faixa Panzerkampf, outra das minhas preferidas do album, faz-me lembrar os alemães Powerwolf, mais uma vez um conceito novo em Sabaton a nível de composição e uma música cheia de feeling com coros sempre bem colocados e sem serem demasiado melosos.
Estou curioso para saber qual vai ser a aceitação deste disco por parte da crítica especializada, para mim ele supera as expectativas criadas. Com uma belíssima capa, resta-me esperar que ele saia cá para fora, terei todo o gosto em compra-lo, ja que estes senhores a mim ainda nao me desiludiram.

domingo, 4 de maio de 2008

Filme A Paixao de Cristo

Filme que retrata os ultimos momentos da vida de Jesus Cristo, este mostra o momento em que reza no jardim das oliveiras até à sua morte na cruz. Para quem é católico (tal como eu) e, obviamente conheça a história emociona-se facilmente pelo realismo que o realizador Mel Gibson conseguiu fazer transparecer ao longo de todo o filme. Jim Caviezel que representa Jesus Cristo, faz uma boa interpretação e a caracterização também está muito boa. Monica Bellucci faz de Maria Madalena, Maia Morgenstern faz de Maria, um papel também muito interessante com muita emoção à mistura. Considero que no geral todos os actores foram bem escolhidos.
De louvar que os diálogos feitos neste filme são todos falados em latim, armaico e hebreu que são as línguas usadas na época de Jesus Cristo. Apesar de muito criticado pois muitos judeus sentiram-se ofendidos e, muitos católicos também não concordaram com a realização do filme foi um sucesso de bilheteira. Tinha um orçamento de 25 milhões de dólares e, rendeu mundialmente cerca de 611.400 milhões de dólares. Posteriormente fez-se uma panóplia de artigos relacionados com o filme que obviamente também rendeu muito dinheiro.
Com tudo isto considero que é um bom filme para se ver, apesar de ter cenas com violência e, que possam chocar os mais sensíveis.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Heavy Metal reviews - StormWarrior "Heading Northe" [2008]

Em pleno ano de 2008 e face à actual procura por parte da grande maioria das editoras por bandas que utilizem elementos novos na sua música e todas essas modernices adjacentes a esse movimento (leia-se metalcore) - que pouco ou nada tem a ver com metal - eis que da Alemanha surgem estes senhores, sem complexos, sem receio de serem criticados por voltarem ao passado e centram grande parte das suas forças na inigualável década de 80. Um album puramente Speed Metal a la Helloween - fase Walls Of Jericho - não fosse o padrinho desta banda, o Deus Kai Hansen. O album começa com uma breve introdução, e explode no tema título com uma entrada absolutamente demolidora e tipicamente germânica, roça momentos quase épicos este tema, memorável!
De músicas mais directas a outras mais elaboradas Heading Northe mantém a fasquia sempre elevada ao longo dos seus cerca de 45 minutos. A faixa The Holy Cross é quanto a mim a mais elaborada de todas, a melhor a nível de composição de todo o album, um clássico autêntico, fruto dos seus 7 minutos consegue brilhantes variações sem nunca perder identidade, um dos destaques. Outro dos destaques é o tema Iron Gods, vai mesmo de encontro com o retorno ao passado, aqueles riffs deixam a sensação de cheiro a mofo, isto sim é Heavy Metal!
O pedal duplo de Falko Reshöft é quase que permanente ao logo do disco e em Remember The Oath assume um papel especial, faixa bem rápida.
Este disco também surpreende tanto nos bridges como nos refrãos, Ragnarök é um exemplo claro disso, esta música entranha-se de tal maneira na cabeça que é impossível ficar-lhe indiferente, ponto para os alemães!
Lançado a 22 de Fevereiro do presente ano, este é o 3.º registo de originais de StormWarrior, e se dizem que o 3.º album é o crucial para um banda, então os germânicos ultrapassaram esse obstáculo com reconhecível firmeza.
Apesar de ainda estarmos no primeiro semestre do ano, é já um dado adquirido que este disco integrará as minhas preferencias de 2008. Hail StormWarrior!

Filme Corrupção

Bem.. Eu estava um pouco ansioso por este filme.. Filme sobre a corrupção no futebol realizado por um benfiquista.. Tinha tudo para ser bom!
 Pois aqui estou eu depois de hora e meia de sofrimento e desilusão com a certeza de realmente saber porque o APV (António Pedro Vasconcelos - o realizador) se ter recusado a "assinar" o filme... Eu depois de ver aquilo também ficava cheio de vergonha por ter participado.
 Vamos então a factos: péssimos diálogos que roçam o surreal, tentativa frustrada de cruzar a organização criminosa no futebol com a máfia siciliana com musiquinha a condizer e tudo, passagens idiotas de cenas, omissão de factos relevantes para a história, etc.
 O típico filme português (até tem a cena típica com a actriz a mostrar os seios que é totalmente despropositada)... Não vale o dinheiro do aluguer e para quem leu o livro da ex-"dama de ferro" é uma tremenda desilusão.

Pontuação:
1