terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Heavy Metal reviews - Wizard "Thor" [2009]

1. Utgard (False Games)
2. Midgards Guardian
3. Asgard
4. Serpents Venom
5. Resurrection
6. The Visitor
7. What Would You Do?
8. Utgard (The Beginning)
9. Stolen Hammer
10. Lightning
11. Pounding In The Night


Sven D'Anna - Vocals
Dano Boland - Guitars
Michael Maass - Guitars
Volker Leson - Bass
Snoppi Denn (Sören van Heek) - Drums
Data de lançamento: Janeiro 2009/Massacre Records

Formados ainda nos finais da saudosa década de 80, os alemães Wizard só em 1995 chegam ao seu primeiro álbum de estúdio. Apartir daí, a máquina germânica não mais abrandou e foi sempre a facturar registos ano sim, ano não.

Desde a sua fundação até aos dias de hoje que, para além da ausência do guitarrista Michael Maass de 2003 a 2007 por motivos pessoais, os Wizard não sofreram qualquer alteração de line up e parecendo que não, este é um pormenor que abona a seu favor e que lhes assegura toda uma estabilidade e entrosamento que de outra forma seria mais difícil.

Apelidados como a resposta alemã aos Manowar, os germânicos Wizard aos poucos foram saindo do underground até serem um nome bastante conhecido, especialmente na Alemanha.
Caracterizados por abordarem uma temática ora em redor do True Metal ora directamente relacionada com a mitologia, os alemães dedicam este álbum a uma das figuras mais míticas da mitologia nórdica – Thor – filho de Odin, o supremo Deus de Asgard e de Jord, Deusa da Terra.

Thor é um álbum recheado de grandes malhas de princípio a fim, sem trazer obrigatoriamente nada de novo até porque a fórmula do bom Heavy Metal já é antiga, reflecte um grande poder de inspiração por parte de todos os músicos e acaba por resultar muito bem num álbum que na minha opinião é um dos melhores da banda.

Desde a faixa de abertura, Utgard (False Games) até à última Pounding In The Night é como que um destilar contínuo de grandes melodias e excelentes coros em que nos deixamos envolver pelo espírito do poderoso Thor, de onde destaco passagens como:

"I'm Thor, the mighty god
The lord of rain and storm
Now build a fire
For feast it shall be warm"

Destacar malhas neste álbum é bastante difícil, estamos perante 11 temas bastante coesos guiados pela excelente voz de Sven D’Anna e conduzidos por uma bateria sempre a alta velocidade com riffs de guitarra memoráveis, ouça-se Midgards Guardian com um dos riffs que mais me ficou na cabeça.

Portanto, estamos perante um registo que seguramente enche de orgulho o público do costume e dificilmente despertará a atenção de novos turistas, o que no fundo é bom sinal.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Heavy Metal reviews – Saxon “Into The Labyrinth” [2009]

1. Battalions Of Steel
2. Live To Rock
3. Demon Sweeney Todd
4. The Letter
5. Valley Of The Kings
6. Slow Lane Blues
7. Crime Of Passion
8. Premonition in D Minor
9. Voice
10. Protect Yourselves
11. Hellcat
12. Come Rock Of Ages (The Circle Is Complete)
13. Coming Home (Bottleneck Version)





Biff Byford - Vocals
Paul Quinn – Guitar
Doug Scarratt – Guitar
Nibbs Carter – Bass
Nigel Glockler – Drums

Data de lançamento: Janeiro 2009 SPV/Steamhammer

Ultrapassados quase dois anos depois do lançamento do maravilhoso The Inner Sanctum de março de 2007, chega-nos novamente mais um lançamento daquela que é uma das bandas mais emblemáticas do Heavy Metal clássico.

Into The Labyrinth não poderia arrancar em melhor estilo, a faixa Battalions Of Steel oferece-nos um ambiente a roçar o épico com uma performance de Biff Byford arrasadora. Excelente refrão tem esta música.

O single do disco é o tema seguinte - Live To Rock - faz logo lembrar o tema I’ve Gotta Rock (To Stay Alive) do último disco, ou ainda o mais antigo Rock is our Life, pois bem já não é de agora que os catedráticos Saxon apostam nestes temas.
Tema este que já tinha sido adiantado pela banda desde Outubro do ano passado portanto os fãs já sabem o que esperar dele, é certo que é algo mais comercial que o resto do álbum mas sem cair em lamechices.

A faixa que se segue é a rápida Demon Sweeney Todd para os fãs da fase mais ríspida sentirem que a banda ainda está de óptima saúde mesmo após 18 albuns de estúdio e mais de 30 anos de carreira, irrepreensível nos seus quase 4 minutos, nada a dizer.
The Letter introduz aquela que é a minha música preferida do álbum - Valley Of The Kings - é qualquer coisa que eu não consigo descrever, um misto de agressividade e um andamento bem rápido que logo se torna cadenciado e doce quando chega ao refrão, antes do solo tem um momento sublime com Biff Byford de forma pausada a arrancar meia dúzia de versos que rapidamente esbarram num solo quase possuídor! Bem estruturada é o tipo de malhas que sozinha por si só já motiva o interesse em meter a rodela no leitor! Five stars ;)

Seguidamente somos confrontados com mais umas músicas tipicamente Saxon, das quais destaco a magnífica Hellcat com mais uma demonstração por parte dos britânicos de que velhos são os trapos, sempre com um clima rockeiro aliado ao seu Heavy Metal tradicional, Saxon sabe fazer isto como ninguém.
Há ainda tempo para recuperar o tema Coming Home do Killing Ground e assim encerrar de forma fresca mais uma bela proposta desta lenda da NWOBHM.