sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Heavy Metal reviews - Assedium "Fighting For The Flame" [2008]

Cada vez mais a Itália evidencia-se como um dos cabeças de série entre os países que mais têm contribuído para manter a chama do Heavy Metal bem acesa! Formados em 2004, este quinteto italiano aparece em 2008 com o seu segundo registo de originais intitulado "Fighting For The Flame" (até o título é sugestivo! )

Para mim são uma agradável surpresa, já que este é o meu primeiro contacto com a banda e a verdade é que não foram precisos mais de 5 minutos para eu começar a ficar rendido a este álbum. Normalmente nem todos os álbuns de impacto imediato conseguem manter a minha atenção por muito tempo, contudo este registo de Assedium é um exemplo que quebra essa teoria :)

A faixa de abertura "Winter is Coming" abre o CD de uma forma bem demonstrativa da enormidade do Heavy Metal aqui presente. Linhas de guitarra bem oitentistas com o baixo a acompanhar o excelente andamento imposto pela ora rápida ora mais moderada bateria, grande abertura.

"The Flame" com um refrão bem pujante, talvez aquele que no fim de ouvirmos o album até ao fim, mais depressa nos vem à cabeça. Todos os temas são bastante leais aquilo que estes senhores se propuseram tocar, saliento "White Goddess" que neste momento consegue ser a minha preferida!

Um Heavy Metal tocado como eu gosto, de mangas arregaçadas e com amor à camisola, sem se preocuparem se vao vender muitos ou poucos discos... é com esta idéia que fico depois de ouvir o som destes italianos, algo entre uns Holy Martyr e uns Battleroar, uns furos abaixos dos últimos que referi já que Battleroar neste momento são uma banda à parte no que toca a Heavy Metal Épico.
A última música traz algo de novo (nao completamente) ao álbum e os primeiros segundos são exemplo disso, com o som das ondas do Mar a fazerem-nos viajar até um fim de tarde numa praia abandonada onde vamos caminhando pela areia até que surge a voz de Luca Fils com uma simples presença de guitarra acústica e o som do Mar sempre presente, até que por volta do minuto três, Drake e o seu baixo decidem mudar por completo o rumo à música e entram o resto dos instrumentos, explodindo na bem colocada voz de Fils e mais adiante numa combinação de melodias de guitarra a par de uma bateria trovejante, proporcionam o andamento merecido à música. Para terminar, a música vai perdendo gás até culminar novamente no som do Mar e chegam a ouvir-se inclusivé umas gaivotas a partirem em jeito de despedida, tal como o CD.
Com uma produção mais forte e uma maturidade musical que a banda certamente irá adquirir, o caminho vai ficar mais claro e o próximo lançamento pode ser a confirmação da plena confiança que neste momento deposito no som destes gajos!