Meus caros é tempo de vos falar naquela que para muitos é a maior banda de Heavy Metal de todos os tempos! Há quarenta anos que estes tipos fazem Heavy Metal, na minha opinião, são mesmo eles os grandes criadores do Heavy Metal. Tudo bem que na mesma época já surgiam elementos ligados a bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath ou Deep Purple que traçaram o que viria a ser este género de música mais pesada, mas para mim os verdadeiros impulsionadores do Heavy Metal são os Judas Priest! Marcam todo um estilo e sem eles seria completamente impossível (ou pelo menos muito difícil) o aparecimento de um grande número de bandas que daí para a frente e ainda hoje se serviram/servem da base do som de Judas Priest para fazerem o seu próprio som.
"Nostradamus" é um disco conceptual - o primeiro da sua discografia - um disco duplo com quase uma hora e três quartos de música, enorme mesmo! Retrata a vida do profeta Michel de Nostredame - "Nostradamus".
Ao longo dos 23 temas do disco, parece que nos vamos deixando envolver na personagem Nostradamus, o próprio Halford interioriza a personagem de uma forma fantástica e isso faz-se notar em cada verso que ele debita, é certo que não há uma música em que ele dê aqueles gritos característicos - a idade é um posto - mas ainda assim este consegue ser um dos registos vocais que mais aprecio de toda a sua carreira, toda uma maturidade e um timbre maravilhoso, dá imenso gosto poder continuar a ouvir uma das mais carismáticas vozes do HeavyMetal!
A dupla Glenn Tipton/KK Downing apesar de não aparecerem aqui para fazer miséria nas guitarras, até porque ela já foi feita no passado, apresentam-nos riffs e solos bem colocados e a fluirem de uma forma puramente Judas Priest! Ouça-se por exemplo "Death" - bem pesada - e a faixa que encerra o disco com chave de ouro - "Future Of Mankind" - simplesmente uma das minhas favoritas, grande atmosfera criada por uns teclados que marcam presença praticamente de príncipio ao fim desta obra e que até já foram acusados de retirar valia ao disco e de o colocarem num patamar demasiado sinfónico. Pois eu nao concordo com nada disso, acho que os teclados são devidamente usados para encherem o disco em termos de atmosfera e criarem um ambiente que o tema do disco precisava, e isto sem se sobreporem ao brilhantismo das memoráveis guitarras.
Uma obra fantástica que vale por um todo, conduzida por uma bateria discreta mas se nos concentrarmos apenas nela, reparamos pormenores do mais belo, este é mesmo um disco de pormenores que se vão revelando conforme a confiança que lhe vamos dando.
"Pestilence and Plague" com um belíssimo refrão em italiano torna-se numa das melodias mais belas do álbum, e que acaba por trazer outra versatilidade ao álbum.
O tema "Alone" de quase 8 minutos é o retrato de toda a classe de composição de Judas Priest, magistral mesmo, ao longo desta hora e 42 minutos somos inundados de temas que transmitem um feeling que só o Heavy Metal nos pode dar!
Tocar faixas rápidas e masturbar instrumentos de distorção pesada até à exaustão qualquer banda actualmente o pode fazer, agora conseguir fazer de um álbum lento como é este Nostradamus um dos álbuns do ano e da década para qualquer metalhead que se preze, isso já não está ao alcance de qualquer banda.
Prophecy, Awakening, Revelations, War, Conquest, Persecution, Exiled, Visions, Nostradamus, são mais algumas das faixas que elevam a qualidade deste álbum a um expoente muito difícil de ultrapassar neste belíssimo ano de lançamentos que está a ser 2008.
http://www.myspace.com/judaspriest
2 comentários:
Não fosses tu, isto morria :D... Deixa acabar os exames k tenho aki uma remessa de 30 filmes para comentar lol
lol
ist nao é para morrer caralho!! isto é para estar como a chama do Heavy Metal!! bem acesa!!
\m/(^_^)\m/
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