
Comentar um trabalho do talentoso génio alemão Tobias Sammet para mim é tudo menos pêra doce, para além de ser uma figura incontornável dentro do cenário do Heavy/Power Metal mundial, é uma personalidade que admiro e pela qual tenho grande estima.
Para quem nao conhece, Avantasia seria um projecto iniciado pelo Tobias e que supostamente teria terminado em 2002 aquando do lançamento da Part II da magnífica Metal Opera. Mas seis anos depois, o também líder dos Edguy, decidiu - e para minha surpresa - voltar à carga com mais um trabalho conceptual, reunindo um lote de estrelas, como ele tão bem sabe. Para vocalistas convidou, os já "da casa" Michael Kiske, Oliver Hartmann, Bob Catley, e acrescentou o grande Alice Cooper, Roy Khan (Kamelot), Jorn Lande (ex-Masterplan) e uma voz feminina, Amanda Sommervile. O resto da formação completa-se com Eric Singer na bateria e nas guitarras Sascha Paeth, mas aqui há também a presença da dupla de guitarristas dos Gamma Ray e o guitarrista dos Scorpions (Rudolph Schencker), que no decorrer do disco ganham protagonismo.
O album inicia-se com Twisted Mind e ao fim dos primeiros dois minutos facilmente se percebe que as Metal Opera já lá vão, e se a voz do Tobias continua a ser única dentro do estilo, o resto já nao é bem assim e a batida de Eric Singer é mais propícia a um album de Kiss do que propriamente para os gajos que fizeram as Metal Operas!
O album inicia-se com Twisted Mind e ao fim dos primeiros dois minutos facilmente se percebe que as Metal Opera já lá vão, e se a voz do Tobias continua a ser única dentro do estilo, o resto já nao é bem assim e a batida de Eric Singer é mais propícia a um album de Kiss do que propriamente para os gajos que fizeram as Metal Operas!
Adiante... a faixa título é bastante boa, mas ainda assim peca por inconsistência talvez por ser demasiado longa. De qualquer forma é imperdível o duelo Sammet/Lande nas vocalizações lá para o meio da música.
De imperdível a absolutamente desnecessárias são as faixas Carry Me Over e What Kind Of Love, borram a pintura por completo! Já não bastava o para mim desinspirado tema Lost In Space, como ainda tinha de levar com estas duas músicas - o Carry Me Over é chato, comercial, repetitivo, cansativo.. já What Kind Of Love é a piada sem graça do album, parece que foi extraído de um album de Celine Dion...
De todo o album, Shelter From The Rain é aquela que talvez mais me faz lembrar as Metal Operas - e aproveito para estabelecer aqui um paralelismo entre esta faixa e a Reach Out For The Light - similares na sua estrutura, aqui Eric Singer decide arregaçar as mangas e a bateria soa mais pujante e tem outro andamento. Mas o senhor Michael Kiske, o mítico vocalista dos Keepers, parece que decidiu arruinar a música nao fosse ela destacar-se das demais e o seu timbre de voz é horrível, que se dedique de vez ao pop que ele não tem mais lugar no metal!
Another Angel Down e Devil In The Belfry são as minhas preferidas sem qualquer dúvida, as únicas que depois destes meses todos (o album foi lançado em Janeiro) ainda me fazem colocar o CD a tocar! Dois temas bem Power Metal, grande andamento que Henjo Richter lhe acrescenta nas seis cordas, bem ao seu estilo! Tobias Sammet e Jorn Lande voltam a dar show nestas duas músicas, a voz destes senhores é do melhor que podemos encontrar na actualidade e a forma como se encadeiam uma com a outra é soberba!
A música com o Alice Cooper é boa, e para muitos será uma das principais referências do album, mas acaba por perder o fulgor ao cabo de meia dúzia de audições.
Uma palavra para a balada Cry Just A Little, uma das minhas preferidas de toda a saga Avantasia, tinha grandeza suficiente para estar sozinha no album como balada e não precisava da pobreza de temas como os já citados Carry Me Over e What Kind Of Love.
The Scarecrow é um disco bastante trabalhado e mais diversificado que aquilo que foi Avantasia no passado, tem pormenores interessantes mas quanto a mim peca essencialmente por não se centrar mais numa direcção em vez de querer apontar em várias.
The Scarecrow é um disco bastante trabalhado e mais diversificado que aquilo que foi Avantasia no passado, tem pormenores interessantes mas quanto a mim peca essencialmente por não se centrar mais numa direcção em vez de querer apontar em várias.
Tal como as duas primeiras obras de Tobias Sammet, este também é um disco conceptual e já ficou agendada uma Parte II, se por essa altura ainda por aqui andar, será com todo o gosto que vos venho dar a minha opinião.
2 comentários:
Realmente o álbum desiludiu, não mantém os seus antecessores, nada a que não se esteja habituado nestes dias.
Já agora o blog tá giro e tal, mas os autores bem que o podiam assinar se não quem é que eu insulto sempre que não gostar?
Beijinhos.
Eu assino heart_of_steel se quiseres insultar insulta o heart_of_steel, depois o Telmo trata-te da saúde (H) hahaha
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